Artículos
O corpo e os ideais no malestar feminino
Resumen
Nesses últimos anos a questão do corpo na psicanálise tem me ocupado bastante e deu origem a três livros. No primeiro, abordei as vicissitudes da percepção do corpo nos processos de adoecimento somático. No segundo, dediquei-me a explorar a função do corpo na teoria freudiana e no terceiro, sobre a anorexia e a bulimia na clínica psicanalítica, me propus a contribuir para melhor compreender as distorções da imagem corporal tão comum nesses casos.
O percurso de construção das idéias desse último livro fez despertar em mim um interesse, cada vez maior, na articulação entre clínica e cultura, dando origem a alguns artigos publicados nos últimos anos1. É a essa articulação que irei me dedicar na minha contribuição à discussão desse Fórum.
As discussões a respeito da articulação entre as vicissitudes culturais e a psicopatologia têm recebido a atenção dos psicanalistas que, cada vez mais, se recusam a lidar com os subprodutos clínicos da nossa cultura como se fossem meros casos isolados e individuais. Essa recusa responde à necessidade de considerarmos os registros social, ético e político implicados sempre na teorização clínica.





